segunda-feira, 7 de abril de 2008

O guardião do castelo

O guardião do castelo


Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou então todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela.

O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:

- "Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar."

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas:

- "Aqui está o problema!" Todos ficaram olhando a cena. O vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro. O que representaria? O que fazer? Qual o enigma?

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ... ZAPT ... destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

- "Você será o novo Guardião do Castelo."

Moral da História: Não importa qual o problema. Nem que seja algo lindíssimo. Se for um problema, precisa ser eliminado. Um problema é um problema. Mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que seja ou, tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, tem que ser suprimido.

Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam um espaço inútil em seus corações e mentes. Espaço esse indispensável para recriar a vida. Existe um provérbio oriental que diz: "Para você beber vinho numa taça cheia de chá é necessário primeiro jogar o chá fora, para então, beber o vinho."

Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários, até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em seu coração. O passado serve como lição, como experiência, como referência. Serve para ser relembrado e não revivido. Use as experiências do passado no presente, para construir o seu futuro. Necessariamente nessa ordem!

o monge e o escorpião

scorpion.jpgMonge e discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, meteu-se na água e tomou o bichinho na mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o homem deixou-o cair novamente no rio. Foi então a margem tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados.

“Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele respondeu à sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia sua compaixão!”

O monge ouviu tranqüilamente os comentários e respondeu:

“Ele agiu conforme sua natureza, e eu de acordo com a minha.”

Jesus é pão da vida

Toda pessoa sabe que se não comer morre. Há um ditado popular que diz: “saco vazio não para de pé”. Sabe também, que quem come muito pouco, ou passa fome, fica desnutrido, fraco, e muito mais propenso a doenças, e até à morte. Comer o pão e beber o vinho, é em primeiro lugar viver. É fácil perceber o que o Senhor quis nos ensinar, ao usar este símbolo: Assim como sem comida, até o mais forte dos corpos definha e morre, assim também até o maior dos santos, sem a eucaristia não consegue se sustentar.

Durante todo o evangelho, podemos perceber a importância que Cristo dá às refeições. Várias vezes, Ele come com os fariseus, com os publicanos, com os pecadores.

Durante as refeições, o Senhor ensinava, exortava, por isso nada mais natural do que escolher uma refeição para nela instituir a Eucaristia (Jo. 13,2). A palavra “Koinonia”, significa comunhão. São pessoas que estão juntas, partilhando, comungando da mesma refeição.

Na família, o momento da refeição é o momento de reunião, de troca, de se por os assuntos em dia; é nesses momentos que a união da família se solidifica. Quando queremos confraternizar numa festa, sempre existe refeição para se partilhar. Quando queremos aumentar nossa intimidade com alguém, convidamos para comer juntos. Se isto tudo é verdadeiro para simples refeições diárias, quanto mais será para a refeição eucarística compartilhada! É nessa mesa do Pão vivo que se opera a unidade real e misteriosa da Igreja.(I Cor. 10,16-17).

A Eucaristia é, sacramento de unidade. Ela une a igreja em torno de Cristo, de seu sacrifício. A igreja “comunga” com Ele; torna-se o corpo de Cristo, unindo-se com células, que recebem o mesmo alimento, e são purificadas pelo mesmo sangue. Assim como o pulmão é diferente na sua anatomia e função do intestino, mas ambos são essenciais e pertencentes ao mesmo corpo, nós também, embora sendo diferentes uns dos outros, somos partes de Cristo pelo batismo. Uma só fé, um só batismo, um só Espírito. Esta é a essência da unidade, operada e mantida pela comunhão do corpo e sangue de Cristo.

Que pelo conhecimento que o Senhor nos dá, do valor da Eucaristia, puro dom de Deus para a nossa salvação, possamos participar dela, com novo ânimo, de maneira a sermos curados, libertos e restaurados. E assim comprometidos partilha-la com os nossos irmãos.

Por tudo quando disse posso concluir e afirmar sem medo de errar que a Eucaristia é vida e compromisso. É partilha e serviço.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

padre fábio

Formações

Imagem de Destaque

Coração de padre, cidade do povo

Pessoas são como cidades: um conjunto de vielas, avenidas...

Pessoas são como cidades: um conjunto arquitetônico de vielas e avenidas, cruzamentos e semáforos, reservas onde árvores disfarçam a dureza do concreto, cemitérios onde os mortos são deixados na esperança de que a ressurreição os recolha ao cair da tarde. Tudo isso compõe a cidade que somos. A praça principal, o coreto da matriz, as ruas estreitas – com suas casas antigas e os lugares ermos – nas quais ainda sobrevivem goiabeiras tão cheias de infância. Minha vida é meu leme neste oceano tão cheio de portos e partidas.

Fico pensando nos que passam por mim. Os que visitam a minha cidade interior. Não sei por onde entram. Se pelo “pórtico principal” ou pelo “cemitério”. Não sei. O que sei é que nesse constante ir e vir, o rosto anônimo insiste em permanecer vivo na retina de minhas saudades. A senhora idosa, espremida na multidão, sorriso envelhecido, mas tão cheio de uma força misteriosa, repete a melodia de minhas palavras, canta comigo em público o que um dia foi só meu. Ela me vê de longe, e eu a vejo tão perto. O rapaz tímido, máquina fotográfica nas mãos, querendo fazer o pedido mais simples, o mais corriqueiro, mas que para ele é exercício grandioso de acertar o “Davi interior” e vencer o “Golias do medo”: “Posso tirar uma foto com você, padre?” A frase sai, o medo não.

A vida de alguém que um dia lhe acompanhou uma dor solitária, agora ali, registrada na fotografia que ele guardará com carinho. Eu também gostaria de tirar uma foto com tanta gente! Pessoas que escrevem, e das quais nunca vi o rosto. Pessoas que deixam recados, insistem em acenar um lenço branco de paz, desejosas de que um dia a gente possa passar horas e horas falando de como nascem as músicas e de como é doído ser gente nos dias de hoje. Gente que me receberia na cozinha de sua casa e que repartiria comigo a intimidade de sua vida familiar. Pessoas que eu amaria com profundidade, que eu seria capaz de dar a minha vida por elas, mas que eu não tenho tempo para conhecer.

Ó vida que não tem conserto! Quanta pressa há nesses intervalos entre chegadas e partidas! Quantos bilhetes aéreos voados, quantas passagens de ônibus cumpridas, acumuladas num lugar da minha cidade que não sei onde fica. Vida perdida nas entrelinhas das palavras, do olhar distante que me olha querendo chegar, do coração que deseja despejar os pecados nas minhas mãos para que eu os devolva revestidos da luz, que só a Misericórdia de Deus possui. Quantos olhares perdidos, querendo conselhos, direção espiritual. Quantos braços querendo abraço, e que eu, pelo limite do corpo não alcanço. E-mails deixados na caixa, a esperança de respondê-los, pedidos de socorro, “turistas” querendo visitar minha “cidade”. Alguns retirando as “sandálias” dos pés porque acreditam na sacralidade do meu “solo”; enquanto outros desejam apenas sujar minhas “praças”. Não há muros na minha cidade.

Apenas peço ajuda aos que me amam de verdade. Velem comigo, velem por mim. Sou um “prefeito” ausente... Os poetas não são bons administradores. Precisam de mil assessores. Cidade de poeta corre o risco de ser um caos. É por isso que quero ser um poeta possuído pelo céu. Quero a audácia de poder dizer que sou seu, sem que isso venha ferir minha castidade. Quero ser do povo, quero ser de Deus.

Quero misturar meu sangue no sangue dos inocentes, mas não quero temer tocar no sangue dos culpados. Eu quero a vida. A mais miúda, a de toda hora. A vida de cada instante. O instante de cada vida. Eu quero o sopro em dias quentes. Eu quero o riso sem alarde. Eu quero a minha “cidade” de “portas abertas”.

Venha de onde vier, mas venha. Há sempre um “quarto” preparado para quem não tem onde dormir. Há sempre uma “mesa posta”, ainda que na madrugada. Venha de onde vier, mas venha. Minha “cidade” não tem “muros”, não tem “portas”. Venha quando quiser, venha quando precisar, porque num coração de padre quem manda é o povo!

Foto Padre Fábio de Melo

Padre Fábio de Melo é professor no curso de teologia, cantor, compositor, escritor e apresentador do programa "Direção espiritual" na TV Canção Nova.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Dudu Nobre - Essencial - 2008








Falamansa - Um Dia Perfeito - 2004















Ls Jack - O Melhor de Ls Jack - 2005










créditos:netos de salim


Baixou, Escutou e Gostou? Então Compre o Original

O Senhor fala para a nossa geração

O Senhor fala para a nossa geração
“A quem hei de comparar essa geração?” (Mateus 11, 16a). Jesus estava falando da geração da época d’Ele, mas hoje Ele está falando da nossa. Haverá uma geração do futuro, assim como houve a do passado, mas de modo especial o Senhor fala para a nossa geração.
A nossa geração é assim: “Tocamos flauta e não dançais, cantamos uma lamentação e não chorais” (Mt 11, 17). Essa geração não sabe o que quer, não sabe o que faz.
Monsenhor Jonas Abib
Principalmente os nossos filhos, mas também os nossos pais, familiares e vizinhos não sabem o que querem, não sabem a quem devem seguir. Eles não têm culpa, pois não foram evangelizados, não conhecem Jesus. E por isso são como essas crianças [citadas nessa passagem bíblica] que não sabem o que querem; nem uma coisa nem outra está boa.

Há outros que tiveram o seu encontro pessoal com Jesus, foram batizados no Espírito Santo e hoje estão caídos, enfraquecidos e derrotados com os problemas. Vou comparar os cristãos de hoje em dia ao subir de um elevador. Para se chegar ao último andar dos prédios altíssimos é preciso pegar o elevador. Mas, mesmo chegando ao último andar, com a ajuda dessa máquina, é necessário sair de dentro dele, caminhar para chegar ao lugar desejado. O batismo no Espírito Santo é assim. Ele me tirou do buraco e me levou lá para cima e faz o mesmo com você.

Eu tenho certeza de que a sua história é igual ou parecida com a minha. Mesmo que você não seja uma pessoa má, é como as crianças do Evangelho: Faz parte de uma geração que não sabe o que quer, como ovelha sem pastor. E o batismo no Espírito Santo é como o elevador; mas quando chegamos “lá em cima”, nós nos sentimos “o máximo”, porque com o batismo também vêm os dons. Mas, com isso, você também viu que para continuar o caminho deveria caminhar muito, “ralar” demais! Por causa disso muitos começaram a se acomodar e agora estão todos “dodóis”, e qualquer probleminha os põe no chão.

Nós queríamos que o Senhor nos tirasse dos problemas, mas temos de entender que problemas sempre existirão, como disse Jesus. E que o que precisamos fazer é enfrentá-los com a virtude do Espírito Santo. E quantos de nós temos nos atolado nos pequenos problemas!... Eu não estou menosprezando os seus problemas, mas estamos nos tornando “moles”!

Qualquer apresentação, como a de dança, por exemplo, para que seja boa é preciso muito treino. Está escrito “Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam” (Mateus 11,12). Não é violência contra os outros, é a “violência” com nós mesmos ao enfrentarmos de frente as dificuldades, “porque problemas sempre teremos”.

Os problemas sempre vão se mostrar insuperáveis para nós, dizendo-nos que não somos capazes, exatamente porque "os problemas são problemas". No entanto, devemos lembrar que ficamos cheios do Espírito Santo quando fomos levados “para o alto no elevador” ao sermos batizados por Ele. Por essa razão, por causa do Espírito Santo nós somos consagrados.

Os teólogos dizem que o casal é consagrado pelo Sacramento do Matrimônio. Portanto, não somente um é consagrado, mas os dois. Mesmo que você tenha se casado com um “turrão” ou com uma histérica, você é um consagrado. Da mesma forma, se você foi crismado ou batizado – você é um consagrado.

“Se Deus é por nós quem será contra nós?” O problema vai desafiar você e vai enganá-lo dizendo que você não conseguirá superá-lo; mas isso não é verdade, pois você é cheio do Espírito Santo! E eu lhe digo: você pode olhar de frente para os seus problemas, porque você é um consagrado. E talvez, por saber disso, você pense que Deus vai tirar o problema de sua vida; mas Ele não vai tirá-lo. Ele vai capacitá-lo para que você o supere a cada dia.

Você é um consagrado para preparar a segunda vinda do Senhor Jesus! Você está entendendo por que você precisa ter têmpera e por que você não pode ser mole? Não o estou criticando. Estou apenas fazendo o papel do problema, para que use a força de Deus que está em você. Acorde, filho! Levante-se! Você tem virtudes, tem têmpera. Problema você sempre terá, mas você é um vigia que espera a segunda vinda do Senhor.

domingo, 30 de março de 2008

O que é ser católico?

Formações

Imagem de Destaque

O que é ser católico?

Católico: totalmente discípulo, missionário; totalmente cristão!

Um jovem me fez essa pergunta. Disse que há algum tempo está em crise de fé e tem buscado a solução em igrejas evangélicas. Em uma delas, ao se confessar católico, ouviu dizer que a palavra “católico” nem sequer está na Bíblia. Pedi que ele abrisse a sua Bíblia no Evangelho de Mateus, capítulo 28, versículos 18b-20.

“É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém.”

Você percebeu que fiz questão de colocar em negrito uma palavrinha que aparece de modo insistente no texto: “TODO”. Jesus tem todo o poder; devemos anunciá-Lo a todos os povos, guardar todo o ensinamento d’Ele na certeza de que estará todos os dias conosco. Essa ordem de Cristo foi levada muito a sério pelos discípulos. Em grego a expressão “de acordo com o todo” pode ser traduzida por “Kat-holon”. Daí vem a palavra “católico” (em grego seria: Καθολικός). Ao longo do primeiro e segundo séculos os seguidores de Jesus Cristo começaram a ser reconhecidos como “cristãos” e “católicos”. As duas palavras eram utilizadas indistintamente. Ser católico já significava “ser plenamente cristão”. O Catolicismo, portanto, é o Cristianismo na sua “totalidade”. É a forma mais completa de obedecer ao mandato do Mestre antes de sua volta para o Pai. O mesmo mandato pode ser lido no Evangelho de Marcos 16,15: “Ide e pregai o Evangelho a toda criatura”. Há, portanto, uma catolicidade vertical, que é ter o Cristo todo, ou seja, ser discípulo; e uma catolicidade horizontal, que é levar o Cristo a todos, ou seja, ser missionário. Isso é ser católico: totalmente discípulo, totalmente missionário, totalmente cristão!

Ao que tudo indica o termo “católico” se tornou mais popular a partir de Santo Inácio de Antioquia (discípulo de São João), pelo ano 110 d.C. Pode significar tanto a “universalidade” da Igreja como a sua “autenticidade”. Quase na mesma época, São Policarpo utilizava o termo “católico” também nesses dois sentidos. São Cirilo de Jerusalém (315-386), bispo e doutor da Igreja, dizia: “A Igreja é católica porque está espalhada por todo o mundo; ensina em plenitude toda a doutrina que a humanidade deve conhecer; conduz toda a humanidade à obediência religiosa; é a cura universal para o pecado e possui todas as virtudes” (“Catechesis” 18:23).

Veja que já estão bem claros os dois sentidos de “católico” como “universal e ortodoxo”. Durante mil anos os dois significados estiveram unidos. Mas por volta do ano 1000 aconteceu um grande cisma, que dividiu a Igreja em “Ocidental e Oriental”. A Igreja do Ocidente continuou a ser denominada “católica” e a Igreja do Oriente adotou o adjetivo de “ortodoxa”. Na raiz as duas palavras remetem ao significado original de Igreja: “autêntica”.

A Igreja católica reconhece que cristãos de outras Igrejas podem ter o batismo válido e possuir sementes da verdade em sua fé. Porém, sabe que apenas ela conserva e ensina, sem corrupção, TODA a doutrina apostólica e possui TODOS os meios de salvação.

Devemos viver e promover a sensibilidade ecumênica favorecendo a fraternidade com os irmãos que pensam ou vivem a fé cristã de um modo diferente. Mas isso não significa abrir mão de nossa catolicidade. Quando celebramos a Eucaristia seguimos à risca a ordem do Mestre, que disse: “Fazei isso em memória de mim!” A falta da Eucaristia deixa uma grande lacuna em algumas Igrejas. Um pastor evangélico, certa vez, me disse que gostaria de rezar a Ave-Maria, mas, por ser evangélico, não conseguia. Perguntei por quê? Ele disse que se sentia incomodado toda vez que lia o “Magnificat” em que a Santíssima Virgem proclama: “Todas as gerações me chamarão de bendita” (Lc 1,48)… E se questionava sobre o porquê de sua geração tão evangélica não fazer parte desta geração que proclama Bem-aventurada a Mãe do Salvador!

Realmente, ser católico é ser totalmente cristão!

Foto

Padre Joãozinho, SCJ
artigos@cancaonova.com
Padre do Sagrado Coração de Jesus (dehoniano), doutor em teologia, diretor da Faculdade Dehoniana em Taubaté (SP) e autor de vários livros e canções. Conheça o blog do Pe. Joãozinho

24/03/2008 - 07h00

A estratégia do amor

Formações

Imagem de Destaque

A estratégia do amor

Esta atitude custa vida, experiência do dia-a-dia e sacrifício

Eu estudo relações humanas há muitos anos, e vejo o comportamento das pessoas, a maneira como nos apegamos aos defeitos dos outros. Mas, hoje, de modo especial, Deus quer nos ensinar que os defeitos não estão no outro, mas em nós. Você não pode obrigar ninguém a gostar de você. Se, por exemplo, eu quiser ganhar clientes, precisarei agradá-los; não adianta os tratar mal. Se eu tenho uma loja de roupa e tratar mal o cliente, ele vai à próxima loja e quem o perde sou eu. Você está entendendo? Quem sai perdendo é você.

Tantos casais têm se separado, porque têm se prendido aos defeitos uns dos outros. A estratégia para mudar o relacionamento é mudar a pedagogia, mudar em primeiro lugar a nossa pessoa. O grande segredo é compreender o outro, com isso vamos ter muito mais motivos para perdoá-lo. Porque quando você conhece a história do outro, você começa a ver a pessoa de outra maneira. Você conhece a história do seu marido? Da sua esposa?

Quando você conhece a história do outro, você tem essa atitude de mudar as suas atitudes. Você vai perceber que Deus não criou aquela pessoa dessa maneira, e quem começará a mudar será você. É necessário que todos os dias você se questione: O que eu fiz no dia de hoje que ajudou a conquistar aquela pessoa ou afastá-la de mim?

Muitas vezes, nós nos irritamos com a atitude do outro, mas quando lemos a Palavra vemos que Deus nos trata totalmente diferente. Ele não fica bravo com nossas atitudes, porque “O Senhor te chamou, como a mulher abandonada e de alma aflita; como a esposa repudiada na mocidade, falou o teu Deus. Por um breve instante eu te abandonei, mas com imensa compaixão volto a acolher-te. Num momento de indignação, por um pouco ocultei de ti minha face, mas com misericórdia eterna compadeci-me de ti, diz teu salvador, o Senhor. Como fiz nos dias de Noé, a quem jurei nunca mais inundar a terra, assim juro que não me irritarei contra ti nem te farei ameaças. Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti, nada fará mudar a aliança de minha paz, diz o teu misericordioso Senhor” (Isaías 54, 6-10).

Deus não muda nunca, porque Ele nos conhece plenamente. E o mais importante: Ele usa de misericórdia sempre.

Quantos filhos já me disseram que iriam embora de casa por não suportarem mais os pais. E Deus diz: “Podem os montes recuar e as colinas abalar-se, mas minha misericórdia não se apartará de ti” . Quando temos o olhar de Deus em todas as coisas, tudo pode ser abalado, mas em tudo usaremos de misericórdia. E só um coração curado consegue fazer isso. Só um coração curado consegue abençoar o outro em vez de amaldiçoá-lo. Muitas vezes, pedimos a Deus a graça de sermos instrumentos eficazes para que possamos servi-Lo, mas Deus só faz de nós esses instrumentos, quando temos a disposição de amar. Não adianta você rezar pela conversão do seu esposo se você não o fizer com amor. Só o amor tem poder de transformação.

Para tocar uma luz no teto é necessário colocar uma escada e subir degrau por degrau. Da mesma forma, se você for utilizando de misericórdia com os demais, dia após dia, de degrau em degrau, você vai alcançar o coração de Deus.

Comprometa-se com você mesmo em mudar a sua maneira de ser, em mudar a sua pedagogia com o próximo. Escolha a melhor parte, escolha o céu.

(Artigo produzido a partir de homilia em 15/12/2005).

Padre Alir Sanagiotto, SCJ

quinta-feira, 27 de março de 2008

humor

O Bêbado e o Delegado

O bêbado está levando a maior dura do delegado:
- Quer dizer que o senhor estava envolvido na briga desses pilantras?
- Quem? Eu? De... hic... jeito nenhum, dotô delegado. Eu sou da... hic... paz!
- Então porque os policiais trouxeram o senhor pra cá?
- Eles trouxeram... hic... não... fui eu que quis vir...
- Não entendi!
- Tava a maior... hic... briga no bar! Aí encostou o camburão... hic...
e um polícia gritou... hic... "É cana pra todo mundo!". Aí eu falei: "Tô dentro!"

Música da melhor qualidade

Engenheiros do Hawaii - Acústico II - Novos Horizontes - 2007


Confira o novo CD acústico do Engenheiros do Hawaii! Sucessos como "Pra Ser Sincero", "Toda Forma de Poder", "Alívio Imediato", "Piano Bar", "Parabólica", "Simples de Coração", "A Onda", "A Montanha e Novos Horizontes" pela 1ªvez em versões acústicas.

1. Toda Forma de Poder
2. Vertical
3. Guantánamo
4. A Montanha
5. Quebra Cabeça
6. No Meio de Tudo, Você
7. Não Consigo Odiar Ninguém
8. Cinza
9. Coração Blindado
10. A Onda
11. Parabólica
12. Faz de Conta
13. Novos Horizontes
14. Alívio Imediato
15. Simples de Coração
16. Piano Bar
17. Luz
18. Pra Ser Sincero
Para Baixar Crike Aki.

pedidos no orkut

downloads

Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia - 1985

Atendendo a Pedido feito na comunidade Netos de Salim no Orkut.


Uma das bandas de maior sucesso do rock nacional dos anos 80 e 90, o Ultraje a Rigor coleciona fãs de todas as idades. Neste álbum, a banda apresenta seus melhores hits, como "Nós Vamos Invadir sua Praia", "Zoraide", "Inútil", entre outras, com mais de 70 minutos de muita música e pura adrenalina.
01. Nós Vamos Invadir Sua Praia
02. Rebelde Sem Causa
03. Mim Quer Tocar
04. Zoraide
05. Ciúme
06. Inútil
07. Marylou
08. Jesse Go
09. Eu Me Amo
10. Se Você Sabia
11. Independente Futebol Clube
Para Baixar Crike Aki.

Rádio Evangelizar

ouça a rádio evangelizar 24 horas por dia
http://www.padrereginaldomanzotti.org.br/index.php/escute-ao-vivo

quarta-feira, 26 de março de 2008

O Caçador de pipas - Khaled Hosseini

Mais informações sobre o livro " O caçador de pipas":
Compare e veja o menor preço!














Baixou, Leu e Gostou? Então Compre o Original

DOWNLOADS

A cidade do Sol - Khaleb Hosseini


Clique, Pesquise e Encontre o Menor preço!





Baixou, Leu e Gostou? Então Compre o Original!

Transformando Suor Em Ouro - Bernardinho


Clique, Pesquise e Encontre o Menor Preço!!














Baixou, Escutou e Gostou? Então Compre o Original.

Será que teve casamento ? kkk

Será que teve casamento ? kkk

Confissão???

Formações

Imagem de Destaque

Confessar-se para quê?

É comum encontrarmos dificuldades de nos recordar de nossos pecados

O orgulho nos leva à falsa convicção de que não temos pecados. Devemos ter a humildade de reconhecer nossas faltas e de as confessar ao sacerdote. Não raras vezes é comum encontrarmos dificuldades em nos recordar dos pecados cometidos. Por ser um fato freqüente, leia os Mandamentos da Lei de Deus e siga o roteiro abaixo descrito, o qual servirá como um verdadeiro auxílio para revisão de vida:

EXAME DE CONSCIÊNCIA (com base nos 10 Mandamentos)

1º. Amar a Deus sobre todas as coisas.

- Tive vergonha de testemunhar meu amor a Deus;

- Fui relaxado e não cultivei minha união com Deus. Não fiz a leitura e meditação da Palavra;

- Revoltei-me contra Deus nas horas difíceis. Alimentei supertições;

- Durante o dia nunca ou raramente dirijo o pensamento a Deus. Faltei à oração de cada dia;

- Duvidei da presença de Deus em minha vida? não alimentei minha fé;

- Não fui fiel à oração com minha esposa-esposo e filhos?

2º. Não tomar o nome de Deus em vão.

- Jurei falsamente ou jurei desnecessariamente;

- Usei o Nome de Deus ou símbolos religiosos sem o devido respeito;

- Busquei a Deus e a Igreja somente nas horas de necessidade?

3º. Guardar os Domingos e dias Santos.

- Faltei à Missa aos Domingos e dias Santos por preguiça, por conveniência;

- Vivi meu Domingo para comer, beber, dormir e ver televisão;

- Sem precisar, entreguei-me ao trabalho aos Domingos;

- Obriguei meus funcionários ao trabalho aos Domingos;

- Não usei dos Domingos para estar com minha família, para visitar alguém?

4º. Honrar pai e mãe.

- Agredi meu pai ou minha mãe com palavras, gestos, atitudes;

- Descuidei-me deles na hora da doença ou na velhice;

- Não procurei ser compreensivo com eles;

- Deixei passar longo tempo sem visitá-los;

- Por orgulho, tive vergonha de meus pais?

5º. Não matar.

- Pratiquei o aborto, fui cúmplice ou apoiei alguém que abortou;

- Usei drogas, fui além dos limites na bebida alcoólica e no cigarro;

- Não cuidei da minha saúde ou da saúde das pessoas que dependem de mim;

- Feri as pessoas com olhar, ou as agredi fisicamente ou grosseiramente;

- Alimentei desejos de vingança, ódio, revoltas e desejei mal aos outros;

- Neguei o perdão a alguém;

- Não gastei, ao menos um pouquinho de meu dinheiro, para ajudar aos necessitados;

- Pensei ou tentei o suicídio;

- Fui racista e preconceituoso, ou não combati o racismo e os preconceitos?

6º. Não pecar contra a castidade.

- Descuidei em lutar pela minha santificação;

- Não disciplinei os meus sentidos, instintos, vontade;

- Dei espaço à sensualidade, erotismo, pornografia;

- Gastei tempo e dinheiro com filmes, revistas, espetáculos e sites da internet desonestos;

- Caí na masturbação;

- Assediei alguma pessoa, induzi alguém ao pecado;

- Vesti-me de maneira provocante;

- Entrei na casa do Senhor com trajes inadequados;

- Fui malicioso em minhas relações de amizade?

7º. Não furtar.

- Aceitei ou comprei algo que foi roubado;

- Estraguei bens públicos ou de outras pessoas;

- Desperdicei dinheiro em jogos, bebidas e diversões desonestas;

- Prejudiquei alguém, usando de pesos e medidas falsas, enganando nas mercadorias e negócios;

- Explorei alguma pessoa ou não paguei o justo salário;

- Não administrei direito meus bens e deixei de pagar minhas dívidas?

8º. Não levantar falso testemunho.

- Envolvi-me em mentiras, difamações, calúnias, maus comentários, fiz mau juízo dos outros;

- Fingi doença ou piedade para enganar os outros;

- Desprezei pessoas simples, pobres e idosas, deficientes físicos ou mentais;

- Dei maus exemplos contra a Religião, na família, na escola, na rua, no trabalho?

9º. Não cobiçar a mulher do próximo.

- Alimentei fantasias desonestas, envolvendo outras pessoas;

- Deixei de valorizar meu cônjuge;

- Pratiquei adultério (uniões sexuais antes ou fora do casamento);

- Não soube desenvolver um namoro maduro e responsável, enganando a (o) namorada (o);

- Não fugi das ocasiões ou lugares próximos do pecado?

10º. Não cobiçar as coisas alheias.

- Tenho sido invejoso;

- Apoiei movimentos políticos que se organizam com o fim de invadir e tomar as propriedades alheias;

- Violei segredos, usei de mentiras, ou não tenho combatido o egoísmo;

- Sou dominador, não aceitando a opinião ou sucesso dos outros;

- Fico descontente ou com raiva diante da prosperidade material e financeira de meu próximo?

Catecismo da Igreja Católica

Catecismo da Igreja Católica

19/03/2008 - 10h40

Tags: Confissão

Diferenças pessoais: uma prova de revezamento

Formações

Imagem de Destaque

Diferenças pessoais: uma prova de revezamento

Uma disputa para determinar quem tem maior capacidade de amar

Numa competição de revezamento, em que um grupo de atletas se alterna para cumprir um propósito, a confiança no esforço de cada membro da equipe será inevitável.

Em tudo, precisamos empreender esforço, dedicação e perseverança para se alcançar a vitória. Não obstante, em nossos convívios, sobretudo entre os casais, a situação não será diferente. Em qualquer relacionamento a credibilidade no esforço do outro no sentido de melhorar a qualidade de vida almejada é imprescindível.

Se, muitas vezes, para nossas amizades serem duradouras há necessidade de se contornar os impasses e as diferenças casuais com inteligência e afeto, imaginemos o convívio em que duas pessoas dividem o mesmo teto e a mesma cama? Muitos casais, que convivem há algumas dezenas de anos, reconhecem as inúmeras vezes em que foram necessários os "revezamentos" com o parceiro na paciência, na perseverança e no amor – de forma a se acolherem, conhecerem e aprenderem mutuamente por meio das diferenças. Diferenças essas que vão desde as reações emocionais até os hábitos comuns do dia-a-dia: Seja no modo de pensar, agir ou até mesmo na manifestação de carinhos por parte do parceiro. Tudo será uma "aquarela" de sentimentos, por meio da qual aprenderemos juntos a compor novas cores e nuances.

Falar dessas diferenças – como riquezas – pode parecer uma utopia, afinal, o convívio com alguém que se parece ou que pensa como a gente é aparentemente o mais lógico. Por outro lado, pessoas que convivem por muito tempo com sua “cara-metade”, ainda que tenham comportamentos completamente distintos, percebem ter avançado no crescimento de suas similaridades como casal, sem perder sua própria identidade, a partir da prática do exercício do convívio. Tal como num enxerto feito nas plantas, percebemos que as nossas particularidades são riquezas que se somam com as de nosso (a) companheiro (a), plasmando assim um “novo” com características comuns.

Enquanto não dividíamos nosso dia com alguém, o tempo estava inteiramente à nossa disposição. Podíamos fazer de tudo, éramos os “senhores” de nossos atos. Mas a partir do momento em que desejamos partilhar nossa vida com alguém, experimentamos a necessidade de abrir mão de algumas coisas; afinal, inicia-se o exercício de uma vida em comum. No entanto, deixar de lado aquilo que nos parece ser de direito nem sempre é fácil e o que gostaríamos de fazer. Muitas vezes, essa renúncia não parece tão necessária para um dos cônjuges, especialmente para aquele que precisa dar o passo inicial em direção à nova adequação de vida.

Da mesma forma, equacionar harmoniosamente as diferenças não será um trabalho fácil, mas esse exercício é fundamental e exigido por parte daqueles que estão dispostos a amar. A evolução de nosso relacionamento é o resultado desse exercício; só assim conseguiremos ultrapassar os aparentes obstáculos da vida a dois nessa “competição”, em que seus participantes se revezam na disputa de quem tem maior capacidade para amar. Se ambos se negarem a dar o primeiro passo para viver esse “revezamento” nas atitudes, a vida poderá se transformar numa competição de “vale-tudo”.

Abraços

Foto José Eduardo Moura
webenglish@cancaonova.com
Missionário da Comunidade Canção Nova, trabalhando atualmente na na Fundação João Paulo II no Portal Canção Nova.
Ouça comentários em MP3 de outros artigos em meu podcast

domingo, 23 de março de 2008